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As atrações da 3ª edição do Samba Itapuã e a homenagem a Seu Regi: o vento que nunca mudou de rumo

A 3ª edição do Samba Itapuã acontece no dia 14 de dezembro, das 14h às 22h, na Área Verde da Villa Baiana, em Itapuã — um dos bairros mais musicais, simbólicos e afetivos de Salvador. Esta edição chega ampliando a energia que tem marcado o projeto desde o começo.

O público vai encontrar pagode ao vivo com três atrações que movimentam a cena atual — Nosso Pagode, Renanzinho CBX e Pagode do Nani — além de uma estrutura pensada para quem quer viver a experiência por inteiro: cerveja gelada e acessível, clima de celebração, gente bonita e aquela vibração que só Itapuã sabe entregar.

Para quem busca conforto e uma visão diferenciada, o evento apresenta dois camarotes especiais.
O primeiro oferece uma visão privilegiada ao lado dos artistas, perfeito para quem gosta de sentir de perto a emoção do palco.
O segundo possui uma visão panorâmica do evento, permitindo observar o samba acontecendo em toda a sua potência, com acesso livre a todo o complexo da Villa Baiana. Uma experiência pensada para quem quer viver Itapuã em grande estilo.

Mas esta edição não se destaca apenas pela música e pela estrutura. Ela inaugura uma nova tradição: um ciclo de homenageados que reconhece sambistas, grupos e movimentos culturais populares do território — um gesto de respeito àqueles que fizeram — e fazem — do bairro um dos centros culturais mais vibrantes da cidade.

E o primeiro nome escolhido para abrir esse ciclo é ele: Reginaldo Souza, Seu Regi de Itapuã.

Seu Regi: um baluarte da música baiana

Nascido no bairro de São Caetano, Seu Regi chegou a Itapuã em 1976. Foi ali, próximo às marés e às tramas coletivas do bairro, que seu destino musical se entrelaçou definitivamente com a comunidade. Em 1983, ajudou a iniciar as rodas de samba no histórico Rumo do Vento, bar que se tornaria um dos grandes epicentros culturais de Itapuã.

Ao recordar sua trajetória, ele sempre menciona 1983 como um marco: o ano em que o samba encontrou morada. O bar, demolido anos depois e reconstruído graças à mobilização persistente da comunidade itapuãzeira, transformou-se em símbolo de afeto, convivência e resistência cultural.

Em uma nova fase da vida, Seu Regi já não se sentiu confortável para seguir na gestão do bar. Ainda assim, como destacou Pedrão — outra referência do bairro —, ele continuou sendo o grande catalisador cultural de Itapuã: uma figura que manteve viva a presença simbólica e espiritual do lugar.

Como ele mesmo costuma dizer:
“O vento não mudou de rumo.”

Um patrimônio vivo da Bahia

Compositor talentoso, intérprete brilhante e referência para várias gerações, Seu Regi bebeu da fonte dos chamados sambistas de bossa: Moreira da Silva, Jorge Veiga e Roberto Silva. Seu repertório transita do samba de roda ao samba de breque, do samba-canção ao partido alto — e inclui também valsa, baião, xaxado, galope junino e marcha carnavalesca.

Sua obra já foi gravada por Adriana Moreira, Juliana Ribeiro, As Ganhadeiras de Itapuã, Margareth Menezes, Clécia Queiroz, Viola de Doze, Zé da Guiomar, Tânia de Jade e Grupo Barlavento.

Em 2018, eternizou quatro sambas no álbum ” Bahia dá Samba”.

E mantém viva uma tradição que atravessa gerações: comanda, uma vez por mês, a roda de samba no Espaço Cultural Rumo do Vento. O encontro, iniciado em 1983, foi interrompido apenas entre 2016 e 2018, durante o período de demolição do bar — posteriormente reconstruído após forte mobilização comunitária. Por isso, as rodas mensais passaram a se chamar Samba da Resistência.

Uma edição marcada pela emoção

A homenagem a Seu Regi, nesta 3ª edição do Samba Itapuã, não é apenas um reconhecimento.
É memória viva.
É história contada pela música.
É resistência transformada em celebração.

Todos que estiverem presentes poderão sentir a força desse momento: um encontro de gerações, de afetos, de narrativas e de tudo o que o samba representa para Itapuã.

E, em meio a tudo isso, haverá cerveja gelada, pagode da melhor qualidade, atrações vibrantes, camarotes especiais e o clima alegre que transforma cada edição em uma experiência inesquecível.

No dia 14 de dezembro, das 14h às 22h, na Área Verde da Villa Baiana, o vento continua soprando no rumo certo.